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O Eremita

O Eremita é a décima carta dos Arcanos Maiores, numerada IX. Presente desde os baralhos italianos antigos, é mostrado como um homem idoso apoiado em um bastão — em versões mais antigas, associado ao próprio Tempo.

Última revisão: 2026-07-18

Fato histórico

O Eremita está presente desde os baralhos italianos antigos, mostrado como um homem idoso apoiado num bastão. Em versões mais antigas, essa carta por vezes era chamada 'O Tempo' (Il Tempo, ou Le Temps em baralhos franceses), segurando uma ampulheta em vez da lanterna que a versão Rider-Waite de 1909 consagrou como símbolo principal da carta.

InterpretaçãoRider-Waite-Smith / Golden Dawn

Na versão de 1909, um homem idoso e encapuzado está sozinho no topo de uma montanha, segurando um bastão e uma lanterna com uma estrela de seis pontas em seu interior. Representa introspecção, busca solitária pela verdade, orientação interior e a sabedoria que se conquista pelo recolhimento, não pela agitação externa.

InterpretaçãoThoth (Aleister Crowley)

No Thoth, a carta é associada a Virgem e à letra hebraica Iode. Representa o portador da semente, a luz solitária em meio à escuridão, e um saber esotérico que se transmite discretamente, de forma quase invisível ao olhar comum.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

O Eremita já foi retratado como uma figura do Tempo?
Sim. Em versões mais antigas de baralhos de Tarot, essa carta às vezes era chamada 'O Tempo', mostrada com uma ampulheta. A lanterna com estrela de seis pontas, hoje o símbolo mais associado à carta, foi consolidada pela versão Rider-Waite de 1909.
O que O Eremita representa numa leitura de Tarot?
Costuma indicar um período de introspecção, retirada temporária do convívio social, ou busca por respostas internas antes de agir — um momento de pausa reflexiva, não de estagnação.

Fontes

  1. Michael Dummett. The Game of Tarot: From Ferrara to Salt Lake City (1980).
  2. Arthur Edward Waite. The Pictorial Key to the Tarot (1910).
  3. Aleister Crowley. The Book of Thoth (1944).
  4. Stuart R. Kaplan. The Encyclopedia of Tarot (1978).