Skip to content
AstrumFree

A Roda da Fortuna

A Roda da Fortuna é a décima primeira carta dos Arcanos Maiores, numerada X. Sua imagem central — uma roda que sobe e desce figuras — não nasceu com o Tarot; é um símbolo medieval bem mais antigo, herdado e incorporado ao baralho.

Última revisão: 2026-07-18

Fato histórico

A imagem de uma roda com figuras subindo e descendo é um símbolo medieval bem anterior ao Tarot. A chamada 'Rota Fortunae' aparece em manuscritos e textos europeus desde pelo menos o século XII, associada sobretudo à obra de Boécio sobre a inconstância da sorte. O Tarot, ao incluir essa carta, herdou um símbolo já consagrado na cultura visual medieval — não o inventou.

InterpretaçãoRider-Waite-Smith / Golden Dawn

Na versão de 1909, uma grande roda traz letras hebraicas e símbolos alquímicos, com uma esfinge no topo e figuras de uma serpente e de um Anúbis (associado a Typhon) nas laterais. Representa ciclos, mudanças de sorte, pontos de virada e forças maiores que escapam ao controle individual direto.

InterpretaçãoThoth (Aleister Crowley)

No Thoth, a carta é associada a Júpiter e à letra hebraica Caf. Representa os ciclos cósmicos, a roda do destino movida pela combinação entre acaso e necessidade — o padrão maior que rege a mudança constante.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

O Tarot inventou o símbolo da Roda da Fortuna?
Não. A imagem de uma roda que eleva e derruba figuras já existia na cultura visual medieval europeia desde ao menos o século XII, ligada à ideia da 'Rota Fortunae' presente na obra de Boécio. O Tarot incorporou um símbolo que já era amplamente conhecido.
O que A Roda da Fortuna representa numa leitura de Tarot?
Costuma indicar mudanças de circunstância, ciclos que se completam ou se iniciam, e a presença de fatores externos que influenciam o curso dos acontecimentos além do controle individual.

Fontes

  1. Michael Dummett. The Game of Tarot: From Ferrara to Salt Lake City (1980).
  2. Arthur Edward Waite. The Pictorial Key to the Tarot (1910).
  3. Aleister Crowley. The Book of Thoth (1944).
  4. Stuart R. Kaplan. The Encyclopedia of Tarot (1978).