Quatro de Pentáculos
O Quatro de Pentáculos é a quarta carta numeral do naipe de Pentáculos. Está associada ao controle e à retenção de recursos materiais.
Última revisão: 2026-07-18
Fato histórico
No baralho Rider-Waite-Smith (1909), o Quatro de Pentáculos mostra uma figura sentada de forma rígida, segurando um pentáculo contra o peito, com um pentáculo equilibrado sobre a cabeça e um sob cada pé, com uma cidade ao fundo. Em baralhos anteriores à tradição Rider-Waite-Smith, a carta trazia apenas quatro pentáculos dispostos em um padrão simétrico, sem figura humana. A postura fechada e defensiva da figura é um detalhe específico da interpretação de Pamela Colman Smith para essa carta em 1909.
Interpretação — Rider-Waite-Smith / Golden Dawn
Na tradição Rider-Waite-Smith / Golden Dawn, o Quatro de Pentáculos representa o apego a posses e segurança material, controle e, em excesso, avareza ou resistência à mudança — a proteção do que já se tem, às vezes a um custo. Invertida, pode indicar tanto a liberação saudável do controle quanto uma insegurança material mais profunda.
Interpretação — Thoth (Aleister Crowley)
No baralho Thoth, a carta recebe o título 'Poder' (Power), associada ao Sol em Capricórnio. A leitura enfatiza o domínio material consolidado, mas também o risco de estagnação quando o poder é acumulado e defendido em vez de exercido — uma leitura próxima à ideia Rider-Waite-Smith de controle, com foco adicional na questão do poder pessoal.
Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.
Perguntas frequentes
- O que significa o Quatro de Pentáculos no Tarot?
- Representa apego a posses e segurança material — controle sobre recursos que, em excesso, pode se tornar rigidez, avareza ou resistência a mudanças necessárias.
- O Quatro de Pentáculos é sempre uma carta negativa?
- Não necessariamente. Também pode ser lida de forma neutra, como estabilidade e cautela financeira legítima — o contexto das cartas ao redor, em uma tiragem, é o que define se o controle representado é saudável ou excessivo.
Fontes
- Michael Dummett. The Game of Tarot: From Ferrara to Salt Lake City (1980).
- Arthur Edward Waite. The Pictorial Key to the Tarot (1910).
- Aleister Crowley. The Book of Thoth (1944).
- Stuart R. Kaplan. The Encyclopedia of Tarot (1978).