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5 de Espadas

O 5 de Espadas é a quinta carta numeral do naipe de Espadas. Está associada a conflito, discórdia e vitórias obtidas a um custo alto demais para serem comemoradas.

Última revisão: 2026-07-18

Fato histórico

Antes de 1909, o 5 de Espadas era composto apenas por cinco espadas dispostas sobre o campo da carta, sem narrativa. A ilustração de Pamela Colman Smith criou a cena que se tornou referência: um homem recolhendo espadas no primeiro plano, com uma expressão de desdém, enquanto duas figuras derrotadas se afastam ao fundo sob um céu nublado.

InterpretaçãoRider-Waite-Smith / Golden Dawn

Na tradição de Waite, o 5 de Espadas é associada a degradação, discórdia e derrota — mesmo quando alguém 'vence' o conflito retratado, a vitória é lida como vazia ou obtida à custa da própria integridade ou de relações importantes. É frequentemente interpretada como um alerta sobre o custo real de insistir em ganhar a qualquer preço.

InterpretaçãoThoth (Aleister Crowley)

No baralho Thoth, a carta recebe o título 'Derrota' (Defeat), associada a Vênus em Aquário — uma posição considerada desfavorável para Vênus segundo a astrologia tradicional. A leitura de Crowley é mais austera do que a de Waite: o título já nomeia a carta como derrota, sem ambiguidade sobre quem 'ganhou', enfatizando o desgaste que o conflito deixa mesmo para quem prevalece.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

O 5 de Espadas significa que a pessoa vai perder um conflito?
Não necessariamente. A carta trata tanto de vencer quanto de perder de forma que deixa um custo — o foco está no desgaste da disputa, não em quem sai 'vitorioso'.
Por que o 5 de Espadas é considerada uma carta difícil?
Porque retrata conflito, discórdia e um tipo de vitória que não traz satisfação real — em ambas as tradições, RWS e Thoth, a carta é lida como um alerta sobre o preço de insistir em ganhar.

Fontes

  1. Michael Dummett. The Game of Tarot: From Ferrara to Salt Lake City (1980).
  2. Arthur Edward Waite. The Pictorial Key to the Tarot (1910).
  3. Aleister Crowley. The Book of Thoth (1944).
  4. Stuart R. Kaplan. The Encyclopedia of Tarot (1978).