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Rainha de Bastos

A Rainha de Bastos é a segunda das quatro cartas de corte do naipe de Bastos nos Arcanos Menores. Entre as cartas de corte, a Rainha costuma representar maturidade receptiva e domínio interior sobre a energia do naipe — aqui, a confiança e o carisma plenamente desenvolvidos do elemento Fogo.

Última revisão: 2026-07-18

Fato histórico

Diferente do Cavaleiro, a Rainha é uma posição de corte que sobreviveu à transição do Tarot para o baralho comum de 52 cartas: quando as cartas de corte do Tarot se consolidaram, em diferentes regiões da Europa, no sistema de três posições (Valete, Rainha, Rei) hoje usado em jogos como o baralho francês, foi o Cavaleiro que desapareceu, não a Rainha. Essa continuidade é documentada por historiadores do Tarot, como Michael Dummett.

InterpretaçãoRider-Waite-Smith / Golden Dawn

Waite descreveu a Rainha de Bastos como uma mulher afetuosa, benevolente e generosa, cuja simpatia atrai os outros sem esforço aparente. Na leitura moderna, a carta é associada a confiança pessoal, carisma, independência e vitalidade — a capacidade de liderar e inspirar pelo próprio exemplo, com calor e determinação. Invertida, pode indicar autoritarismo, ciúme ou insegurança disfarçada de confiança excessiva.

InterpretaçãoThoth (Aleister Crowley)

No baralho Thoth, a Rainha é uma das duas posições de corte que mantiveram o mesmo nome usado na tradição Rider-Waite (ao lado do Príncipe e da Princesa, que substituem Cavaleiro e Valete). A Rainha de Bastos é associada à expressão mais pura do elemento Fogo dentro do próprio naipe — vitalidade radiante e magnetismo pessoal quase sem filtro.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

O que significa a Rainha de Bastos no Tarot?
Na tradição Rider-Waite-Smith, representa confiança pessoal, carisma e vitalidade — a capacidade de liderar e inspirar outras pessoas com calor e determinação.
A Rainha de Bastos tem nome diferente no baralho Thoth?
Não. É uma das duas posições de corte (junto com a Rainha em geral, em todos os naipes) que Crowley manteve com o mesmo nome da tradição Rider-Waite, ao contrário do Valete e do Cavaleiro, renomeados Princesa e Príncipe.

Fontes

  1. Michael Dummett. The Game of Tarot: From Ferrara to Salt Lake City (1980).
  2. Arthur Edward Waite. The Pictorial Key to the Tarot (1910).
  3. Aleister Crowley. The Book of Thoth (1944).
  4. Stuart R. Kaplan. The Encyclopedia of Tarot (1978).