Ares
Ares é o deus da guerra na religião grega antiga, filho de Zeus e Hera. É documentado desde as fontes mais antigas que sobrevivem — os poemas homéricos e a Teogonia de Hesíodo, por volta do século VIII a.C.
Última revisão: 2026-07-20
Fato histórico
Ares é filho de Zeus e Hera. Nas fontes gregas, é uma figura notavelmente secundária e frequentemente malvista entre os olímpicos — na Ilíada de Homero, o próprio Zeus lhe diz que é o deus que mais odeia, e um episódio conhecido (na Odisseia) mostra Ares humilhado, preso numa rede inquebrável forjada por Hefesto após um caso com Afrodite, diante do riso dos outros deuses.
Interpretação — Tradição Grega (Homero e Hesíodo)
Homero retrata Ares como um deus violento, impulsivo e pouco respeitado mesmo entre os próprios deuses — associado ao aspecto caótico e brutal da guerra, em contraste com Atena, que representava a estratégia militar e a guerra justa. Sua impopularidade é explícita na Ilíada, onde Zeus declara que Ares é, entre todos os deuses do Olimpo, o que mais lhe é odioso.
Interpretação — Tradição Romana (sincretismo)
Em Roma, por forte contraste, Marte era um dos deuses mais importantes de todo o panteão, perdendo em importância apenas para Júpiter — pai de Rômulo e Remo (por meio da sacerdotisa Reia Sílvia) no próprio mito fundador de Roma, o que fazia dele um ancestral mitológico direto do povo romano e uma figura central na religião estatal e na identidade romanas, nada semelhante ao seu status diminuído na religião grega.
Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.
Perguntas frequentes
- Por que Ares era tão malvisto entre os deuses gregos?
- Nas fontes gregas, especialmente em Homero, Ares é associado ao lado caótico e brutal da guerra, sem o prestígio estratégico atribuído a Atena; a Ilíada chega a mostrar Zeus dizendo que Ares é o deus que ele mais odeia entre todos os olímpicos.
- Por que Marte tinha um status tão diferente em Roma?
- Ao contrário do Ares grego, Marte era o segundo deus mais importante do panteão romano, atrás apenas de Júpiter, e era considerado pai de Rômulo e Remo — fundadores lendários de Roma — o que o tornava central à identidade e à religião estatal romanas.
Fontes
- Hesiod. Theogony (c. 700 BCE).
- Homer. The Iliad (c. 8th century BCE).
- Robert Graves. The Greek Myths (1955).
- Walter Burkert. Greek Religion (1985).