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Touro

Touro é o segundo signo do zodíaco tropical, cobrindo o setor de 30° a 60° a partir do equinócio de março, entre 20 de abril e 20 de maio. É um signo de Terra, de modalidade Fixa, regido pelo planeta Vênus.

Última revisão: 2026-07-19

Fato histórico

Na astronomia babilônica antiga (registrada no compêndio MUL.APIN, por volta do século VII a.C.), o setor do céu hoje conhecido como Touro já era chamado de GU4.AN.NA, 'o Touro do Céu' — uma associação ligada ao mito mesopotâmico do Touro do Céu (Gugalanna), posteriormente ecoado na Epopeia de Gilgamesh, na qual a deusa Ishtar envia o Touro do Céu para atacar Gilgamesh. Touro é, portanto, um dos poucos símbolos zodiacais genuinamente antigos e de origem mesopotâmica, e não uma sobreposição grega posterior — os gregos mantiveram a imagem do touro, mas a reatribuíram ao seu próprio mito de Zeus transformado em touro para raptar Europa. Ptolomeu sistematizou a ordem dos doze signos, incluindo Touro como o segundo, no Tetrabiblos, por volta de 150 d.C.

InterpretaçãoAstrologia Ocidental (Tropical)

Na astrologia ocidental moderna, Touro é lido como o signo da estabilidade e do prazer material: energia Fixa (que consolida e persiste) combinada ao elemento Terra (concretude, praticidade) sob regência de Vênus, planeta associado a beleza, afeto e prazer sensorial. Traços comumente associados: paciência, lealdade, apreço por conforto físico e segurança material, além de um forte senso estético. O lado sombra costuma incluir teimosia, resistência à mudança e apego excessivo a posses ou rotinas.

InterpretaçãoAstrologia Védica (Sideral)

No sistema védico (Jyotish), o signo correspondente é Vrishabha, também regido por Vênus (Shukra) e igualmente o segundo dos doze rashis. Por usar o zodíaco sideral, que leva em conta a precessão dos equinócios, a janela de datas de Vrishabha está hoje deslocada em relação a Touro tropical — atualmente por volta de meados de maio a meados de junho, variando conforme o ayanamsa (método de cálculo) usado. Textos clássicos como o Brihat Parashara Hora Shastra descrevem os nativos de Vrishabha como pacientes, de temperamento estável e voltados ao conforto material e aos prazeres dos sentidos — uma caracterização amplamente convergente com a leitura ocidental, apesar dos sistemas terem se desenvolvido de forma distinta.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

Por que o símbolo de Touro é tão antigo?
Porque, ao contrário de outros signos cujos símbolos foram reatribuídos por mitos gregos posteriores, o touro já aparecia na astronomia babilônica do século VII a.C. como GU4.AN.NA, o Touro do Céu, ligado ao mito mesopotâmico do Touro do Céu presente na Epopeia de Gilgamesh.
Qual é o mito grego associado a Touro?
Os gregos reatribuíram a imagem do touro ao mito de Zeus, que se transformou em touro para raptar a princesa Europa. A figura do touro em si, porém, já existia na tradição babilônica muito antes desse mito.
Touro e Vrishabha (védico) são o mesmo signo?
Correspondem à mesma posição na sequência (segundo signo, regido por Vênus), mas ocupam janelas de datas diferentes, porque o zodíaco védico é sideral (alinhado às constelações) enquanto o ocidental é tropical (alinhado às estações) — a diferença hoje é de aproximadamente 24 graus.

Fontes

  1. Nicholas Campion. A History of Western Astrology (2009).
  2. Claudius Ptolemy. Tetrabiblos (c. 150).
  3. Maharishi Parashara (trans. R. Santhanam). Brihat Parashara Hora Shastra (1984).
  4. David Pingree. From Astral Omens to Astrology: From Babylon to Bīkāner (1997).