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Plutão Retrógrado

Plutão retrograda cerca de uma vez por ano, com seu período sinódico praticamente coincidindo com um ano terrestre completo, e cada fase durando entre cinco e cinco meses e meio. Descoberto em 1930 e reclassificado como planeta anão em 2006, não possui tradição astrológica clássica e não tem lugar no sistema védico tradicional dos Navagraha.

Última revisão: 2026-07-21

Fato histórico

Plutão retrograda uma vez por ano, quase coincidindo com seu período sinódico de aproximadamente 366,7 dias — o mais próximo de exatamente um ano terrestre entre todos os corpos usados pela astrologia —, já que Plutão (com uma órbita de 248 anos) se move tão devagar que a Terra o ultrapassa quase precisamente uma vez por ano. Cada fase retrógrada dura entre 150 e 160 dias, aproximadamente cinco a cinco meses e meio, cobrindo cerca de 40 a 45% do ano — uma das janelas retrógradas mais longas de qualquer corpo do sistema solar usado em astrologia.

InterpretaçãoAstrologia Ocidental (Tropical)

Na astrologia ocidental moderna (Plutão foi descoberto em 1930 e, apesar de sua reclassificação como planeta anão pela União Astronômica Internacional em 2006, continua sendo usado como 'planeta' por praticamente todos os astrólogos, no sentido tradicional do termo), seu retrógrado é lido como um voltar-se para dentro dos temas do planeta — transformação profunda, poder e o inconsciente —, um período dito propício ao confronto com material psicológico soterrado, à reavaliação de dinâmicas de poder em relacionamentos, ou ao trabalho interno sobre compulsões, em vez de confrontos ou rupturas voltados para fora. Como Plutão se move muito devagar, seu retrógrado é tratado como um fenômeno de escala geracional, praticamente imperceptível no cotidiano.

InterpretaçãoAstrologia Védica (Sideral)

Plutão, assim como Urano e Netuno, não tem lugar no sistema clássico dos Navagraha da Jyotish tradicional, fixado séculos antes de sua descoberta em 1930 (e, diferente de Urano e Netuno, Plutão nem sequer é mais classificado astronomicamente como planeta desde 2006). A Jyotish tradicional atribui os temas de transformação profunda e forças ocultas ou cármicas, em vez disso, a Rahu e Ketu, os nós lunares. Uma minoria de astrólogos védicos modernos vem experimentando incorporar Plutão (às vezes sugerido como ligado a Yama ou Mrityu, a divindade da morte) à prática contemporânea, mas isso permanece uma adaptação moderna, sem base nos textos Parashari tradicionais.

Esta seção apresenta a interpretação de uma tradição específica, não um fato verificável.

Perguntas frequentes

Com que frequência Plutão fica retrógrado e por quanto tempo?
Cerca de uma vez por ano, com cada fase retrógrada durando entre cinco e cinco meses e meio (aproximadamente 150 a 160 dias) — um período sinódico que quase coincide com um ano terrestre inteiro, já que a própria órbita de 248 anos de Plutão o desloca de forma quase imperceptível nesse intervalo.
O retrógrado de Plutão existe na astrologia védica?
Não no sistema clássico dos Navagraha, que não inclui Plutão — a Jyotish tradicional atribui temas equivalentes de transformação e forças ocultas aos nós lunares Rahu e Ketu. Alguns praticantes modernos adicionaram Plutão a leituras védicas contemporâneas, mas ele não tem base nos textos Parashari clássicos.

Fontes

  1. Nicholas Campion. A History of Western Astrology (2009).
  2. Claudius Ptolemy. Tetrabiblos (c. 150).
  3. Maharishi Parashara (trans. R. Santhanam). Brihat Parashara Hora Shastra (1984).